
CLUBE DE LEITURA
Escritoras dos séculos XVIII e XIX
Ler um romance é uma arte difícil e complexa. Você deve ser capaz não só de grande finura de percepção, mas de grande ousadia de imaginação…
— Virginia Woolf
um pouco de história
As raízes dos grupos de leitura femininos remontam aos salões literários dos séculos XVII e XVIII. Dirigidos por mulheres cultas, nestas reuniões se misturavam homens e mulheres de classes abastadas, sendo comuns os debates sobre literatura, filosofia e arte.

Ao longo dos séculos XIX e XX os salões se diversificaram, dando origem a outras formas de sociabilidade letrada, como os clubes literários e de leitura, que funcionaram como espaços fundamentais de sociabilidade, intelectualidade e resistência para mulheres, muitas vezes excluídas dos círculos acadêmicos formais.
Muitos clubes de leitura, principalmente a partir da segunda metade do século XIX, mostraram-se mais inclusivos e insurgentes em relação a recortes de classe e raça. A Society of Young Ladies, por exemplo, foi um dos primeiros clubes literários formados por mulheres negras, em Lynn, Massachusetts, por volta de 1872. Outros lhe seguiram.
Ao discutirem romances, ensaios e jornais, muitas mulheres puderam perceber que seus anseios individuais eram coletivos, transformando a leitura em uma importante ferramenta de conscientização social e política. Os clubes também representavam espaços de transgressão, com a leitura e a discussão de obras que, muitas vezes, desafiavam a moral imposta.

SOBRE O NOSSO CLUBE
A cada semestre é realizada a curadoria de uma obra de autoria feminina do século XVIII ou XIX.
Ao longo do semestre são ofertados três encontros para discussão do livro, virtuais e/ou presenciais, a depender da disponibilidade do grupo. As reuniões presenciais buscam resgatar as formas de sociabilidade que marcaram os salões, cafés e clubes literários femininos nos séculos XVIII, XIX e início do XX.
A cada encontro é abordado determinado aspecto da obra, com ênfase na contextualização histórica, aspectos biográficos da autora e a narrativa em si.
O Clube abre a possibilidade da leitura de obras raras e desconhecidas dos séculos XVIII e XIX, escritas por mulheres, com curadoria e mediação realizadas por uma especialista na cultura setecentista e na produção letrada de mulheres desse período.

Por que ler escritoras dos séculos XVIII e XIX?
Primeiro porque o letramento crítico feminino passa pelo conhecimento da história e da produção cultural de mulheres, sob a pena de ficarmos restritas aos saberes produzidos sobre nós a partir do olhar masculino, que sempre foi hegemônico e patriarcal.
Além disso, entender as respostas que mulheres de outras épocas deram às suas condições de existência pode ampliar nossa capacidade de análise de situações que envolvem questões de gênero e feminilidade na atualidade.
Ler a produção escrita e literária de escritoras dos séculos XVIII e XIX permite, ainda, o contato com outros tempos e formas de leitura, o que representa um escape em relação às lógicas da contemporaneidade. Experimentar outras formas de ler, narrar e sentir pode nos ajudar a ressignificar nossas relações com o presente (fortemente marcado pela tecnologia, pela fragmentação das narrativas e pela percepção cada vez mais acelerada do tempo).


EDIÇÃO
segundo semestre de 2026
Escritora setecentista que inspirou Jane Austen
a ESCRITORA
Maria Edgeworth (1768-1849)
Uma das autoras mais lidas e bem remuneradas do início do século XIX. Serviu de inspiração para romancistas de renome, como Jane Austen, que chegou a cita-la e elogia-la em A Abadia de Northanger. A influência duradoura de Edworth na literatura dos séculos XVIII e XIX, em especial na constituição do romance moderno, consolidou seu status como uma figura proeminente no mundo literário.
a OBRA
O Ausente (1812)
Lorde Colambre, um sensato e justo jovem herdeiro, volta à Irlanda para cuidar das terras de seu ausente pai que, apesar de estar endividado, prefere permanecer em Londres com a esposa, onde tenta conquistar um lugar na sociedade londrina. O jovem ainda é pressionado a se casar com uma herdeira para alavancar a situação financeira da família, mas ele já está apaixonado por Grace Nugent, sua prima, acerca de quem, paira um segredo relacionado à sua origem e que poderá separá-los para sempre.
BOX LITERÁRIO PARA PARTICIPANTES
1
LIVRO
Edição de 2023, em língua portuguesa
2
MARCADOR DE PÁGINAS
Com reprodução do retrato e da assinatura da autora
3
ECOBAG LITERÁRIA
Em algodão cru, com reprodução do retrato da escritora
4
CARTÃO COM MINI BIO DA AUTORA
Apresenta um pequeno resumo da biografia da Maria Edgeworth

PLANO DE ASSINATURA
GARANTE A PARTICIPAÇÃO NOS 3 ENCONTROS (PRESENCIAIS E/OU ONLINE)
INCLUI BOX LITERÁRIO COM LIVRO SELECIONADO, ECOBAG LITERÁRIA, MARCADOR DE PÁGINAS E CARTÃO COM MINI BIO DA ESCRITORA
VALOR DA ASSINATURA R$ 350,00
FORMAS DE PAGAMENTO
CARTÃO DE CRÉDITO EM ATÉ 4 X SEM JUROS
PIX À VISTA
INSCRIÇÕES COM DESCONTO ATÉ 15 DE AGOSTO (R$ 315,00 NO CARTÃO DE CRÉDITO EM 4X SEM JUROS OU 297,50 NO PIX À VISTA)
Quer participar do Clube de Leitura?
Encontro 1
Previsão: 26 de agosto (quarta-feira)
Horário: 19h-21h
Poderá ser realizado de maneira on-line ou presencial, a depender da disponibilidade do grupo.
Caso seja realizado presencialmente, é possível que o encontro seja remanejado para um sábado, também a depender da disponibilidade das participantes.
Encontro 2
Previsão: 30 de setembro (quarta-feira)
Horário: 19h-21h
Encontro on-line
Encontro 3
Previsão: 28 de outubro (quarta-feira)
Horário: 19h-21h
Poderá ser realizado de maneira on-line ou presencial, a depender da disponibilidade do grupo.
Caso seja realizado presencialmente, é possível que o encontro seja remanejado para um sábado, também a depender da disponibilidade das participantes.Encontro on-line
Informações adicionais
Assim que o pagamento for identificado, você receberá um e-mail com orientações detalhadas para sua participação no clube de leitura.
Paulette, Jane e Lucy Nardal, irmãs martinicanas que na década de 1930 criaram em seu apartamento em Clamart, periferia de Paris, um dos grandes salões literários da diáspora. Frequentado por intelectuais e artistas vindas/os da África, Caribe e Estados Unidos, esse círculo se tornou o berço do movimento da negritude.
